No final das férias de verão, é frequente para muitas pessoas, ocorrer uma queda de cabelo mais intensa do que o habitual, que é, muitas vezes, um sinal de preocupação.

No entanto, este é um fenómeno, na maioria das vezes, normal, pelo que não deverá ser encarado com preocupação excessiva.

Efetivamente, diariamente, podem cair-nos até cerca de 100 cabelos, no entanto, existem fatores que contribuem para um agravamento da queda após o verão.

O ciclo do cabelo é constituído por três fases: anagénese (fase de crescimento), na qual as células da papila dérmica se multiplicam ativamente; a catagénese (fase de regressão), em que há uma regressão do tamanho do folículo piloso e os cabelos param de crescer e a telogénese (fase de repouso), que corresponde à fase de desprendimento do cabelo.

Habitualmente, em condições fisiológicas, cerca de 85% dos cabelos da nossa cabeleira encontram-se em fase de anagénese e cerca de 15% em telogénese.

Existem várias teorias em relação a esta queda de cabelo após o verão.

Por um lado, pensa-se que, durante o verão, o corpo desenvolva um mecanismo de defesa contra os raios solares, no sentido de manter mais cabelos em fase de crescimento (anagénese) durante os meses quentes. Com a diminuição gradual do número de horas de exposição solar, um maior número de folículos passa à fase de estabilização e queda.

Por outro, acredita-se que com o regresso ao trabalho, regressa também o ritmo de vida acelerado e o stress, que pode afetar a queda de cabelo.

Além disso, a ação da radiação solar, a areia, o sal da água do mar e o cloro da água da piscina produzem danos no nosso cabelo, pelo que também será normal que ocorra uma queda mais acentuada após este período.

Assim, é importante escolher produtos capilares suaves, champôs fortificantes e ampolas e loções anti-queda.

Além disso, deve evitar dormir com o cabelo molhado e usar penteados muito apertados.

Deve adotar um estilo de vida saudável, com a prática de exercício físico regular, hidratação com a ingestão de 1,5L de água por dia, dormir bem e, sobretudo, manter uma dieta equilibrada, que privilegie produtos frescos, frutas e legumes, como o feijão, grão, lentilhas, vegetais de folha verde, ovo e abacate, ricos em vitaminas e minerais, proteínas, ferro, zinco, magnésio e vitaminas do grupo B, que contribuem para o crescimento e robustez dos cabelos.

Por vezes, não é possível a obtenção de alguns destes nutrientes essenciais para o crescimento e fortalecimento do cabelo apenas com a dieta, pelo que se pode recorrer ao uso de suplementos alimentares, normalmente à base de vitaminas B, de aminoácidos como a cistina, e zinco.

No entanto, se a queda de cabelo persistir num nível acima do que é habitual, com sinais como queda de cabelo acentuada repentina, peladas ou ardor e prurido, deve consultar um dermatologista.

 

Fontes:

Blume-Peytavi, U. (2008). Hair Growth and Disorders. Sprenger, Germany. Pg 12-13

Almohanna, H. M., Ahmed, A. A., Tsatalis, J. P., & Tosti, A. (2018). The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss: A Review. Dermatology and Therapy, 9(1), 51–70. https://doi.org/10.1007/s13555-018-0278-6

 

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